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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Excrementos de panda podem ser usados na produção de biocombustível

Mäyjo, 22.09.13

Excrementos de panda podem ser usados na produção de biocombustível

 

Cientistas da Universidade do Mississippi afirmam que os biocombustíveis podem passar a ser feitos a partir de micróbios encontrados nos excrementos de panda, em vez de milho. Eles descobriram que esses micróbios partem materiais lenhosos, o que os pode tornar numa alternativa à produção tradicional de biocombustíveis.

A pesquisa de Ashli Brown, bioquímica da universidade, aponta que várias espécies de micróbios encontrados nos excrementos dos pandas podem ser reproduzidos e utilizados na criação de biocombustíveis, pois conseguem quebrar os materiais vegetais crus usados no processo.

Brown acredita que, ao replicar esses micróbios, os EUA poderiam contribuir para o desenvolvimento de combustíveis alternativos que não interfiram com a produção de alimentos e ainda permitam uma grande poupança de dinheiro.

“Um dos processos mais caros na produção de biocombustíveis é o pré-tratamento, onde os polímeros de açúcar são tratados quimicamente de modo a poderem ser usados para fazer etanol ou combustível”, disse Brown. “Se pudermos inserir um micróbio que faz isso naturalmente e de forma eficiente, os custos de produção de combustíveis alternativos seriam tremendamente reduzidos.”

A investigadora explica que os micróbios em questão são semelhantes às bactérias digestivas encontradas nos intestinos das térmitas, que as ajudam a partir e digerir a madeira. “No entanto, os nossos estudos sugerem que as espécies de bactérias do intestino dos pandas podem ser mais eficientes a partir materiais vegetais do que as espécies de bactérias das térmitas.”

Inhabitat avança que a descoberta pode ter um impacto enorme no Mississippi, um estado com abundantes recursos florestais.

Obviamente que existem alguns problemas em basear a produção de biocombustíveis em torno de uma espécie em vias de extinção. Por isso mesmo, o estudo está a incidir igualmente nos pandas vermelhos que também se alimentam de bambu e existem em maior número.

 

in: Green Savers

Empresa portuguesa lança ecoponto de velas nos cemitérios

Mäyjo, 21.09.13

Empresa portuguesa lança ecoponto de velas nos cemitérios

 

O assunto é meio-tabu, até porque mexe com sentimentos profundos, mas o sector das funerárias está lentamente a disponibilizar serviços ecológicos. Em Junho, recorde-se,publicámos um artigo sobre o crescimento dos funerais verdes nos Estados Unidos.

Neste País há já 30 cemitérios verdes, sendo que 48% dos entrevistados de uma sondagem de 2008 afirmaram considerar a hipótese de um enterro verde – um crescimento de 27% em apenas dois anos.

Para além do serviço em si, estes funerais possibilitam a hipótese de cremação amiga do ambiente ou caixões sustentáveis.

Em Portugal, pouco se sabe sobre a sustentabilidade na área dos funerais, mas este mês uma empresa portuguesa, a Jazicampa, começou a disponibilizar ecopontos para recolha de velas nos cemitérios. Segundo Sérgio Neves, responsável pela empresa, os ecopontos são recolhidos pela própria Jazicampa, sendo a cera fundida em blocos para fazer novas velas.

Ainda de acordo com o responsável, a tampa em metal é entregue a empresas de reciclagem, sendo o plástico também reaproveitado.

É um pequeno passo para melhorar a sustentabilidade desta indústria, é certo, mas não deixa de ser uma atitude positiva e proactiva para a tornar mais verde.

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in: Green Savers

 

Se estivermos atentos ainda há muita coisa que podemos fazer pelo ambiente!

A cidade norte-americana onde os carros não entram há 115 anos

Mäyjo, 20.09.13

 

A cidade norte-americana onde os carros não entram há 115 anos (com FOTOS)

 

Mackinac Island, no estado norte-americano do Michigan, é uma pacata popular ilha e resort de férias, uma local onde mais de 15 mil pessoas procuram uns dias mais calmos e saudáveis. Ela é conhecida, porém, por um outro feito: há 115 anos que não entra lá nenhum automóvel.

A proibição da entrada de veículos em Mackinac Island surgiu a 6 de Janeiro de 1898, quando foi aprovada uma lei que sentenciava: “O trânsito de carruagens sem cavalos está proibido nos limites da vila de Mackinac”. Desde então, a lei já foi revista para que as bicicletas pudessem transitar sem infringirem as regras, mas os automóveis permanecem banidos.

Segundo o Planeta Sustentável, quando os primeiros automóveis surgiram na região, os moradores decidiram que eles representavam demasiada poluição e barulho. A solução: proibi-los para sempre.

Hoje, as bicicletas são o principal meio de transporte da população – há 14 quilómetros de estradas – mas também as carruagens não perderam o charme de outros séculos e podem ser vistas facilmente.

Em Mackinac Island não há lugares de estacionamento nem bombas de gasolina. Por motivos de segurança, a câmara local tem alguns carros à sua dispôsição. Mas eles só saem para a estrada em caso de emergência.

“É uma sociedade igualitária, uma vez que todos têm o mesmo meio de transporte”, escreveu Jeff Potter on Bicycle Times. Segundo o jornalista, o ar é mais limpo em Mackinac, há menos doenças e acidentes rodoviários.

Ironicamente, o Michigan é, também, o principal estado da indústria automóvel norte-americana. Coincidências.

 

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in: Green Savers

Uso eficiente de energia das preguiças pode ajudar humanos

Mäyjo, 19.09.13

Uso eficiente de energia das preguiças pode ajudar humanos

 

As preguiças têm uma estratégia de sobrevivência excepcional, consumindo o mínimo de energia possível. E, na verdade, são animais que se podem revelar num excelente modelo para os seres humanos. Saiba como, de acordo com o Inhabitat.

Adaptação ao meio

As preguiças são animais que passam toda a sua vida no cimo das árvores. Na verdade, elas nem conseguem ficar de pé no chão, porque as suas mãos e os seus pés são cabides. O corpo das preguiças foi concebido para uma única posição: ficar de cabeça para baixo, pendurado num ramo de árvore horizontal. É por isso que elas resistem a forças de tensão e não de compressão.

A preguiça alimenta-se de folhas, que são abundantes e fáceis de encontrar, mas difíceis de digerir e fonte de pouca energia e nutrição. A solução que dispõe é um estômago de digestão lenta, com múltiplos compartimentos, à semelhança do da vaca, repleto de bactérias digestivas.

Além de um metabolismo lento, as preguiças têm uma temperatura corporal mais baixa do que a maioria dos mamíferos. Na verdade, mesmo vivendo em florestas tropicais húmidas e quentes, elas têm de trabalhar para se manterem aquecidas – apanham o máximo de sol possível, dormem enroladas para conservarem o calor e abrigam-se num casaco de pele denso.

Viver em colaboração

A preguiça usa uma outra estratégia de poupança de energia brilhante: a colaboração. Existe todo um ecossistema na sua pele que abriga borboletas, besouros, baratas, fungos e até algas. Já aconteceu serem encontrados 950 besouros numa única preguiça. Todas estas criaturas trabalham em conjunto, trocando nutrientes, energia e alojamento gratuito.

Cada pêlo da preguiça tem uma ranhura especial que absorve água, como uma esponja – e certas algas adoram isso. Elas multiplicam-se na época das chuvas, dando à preguiça um tom esverdeado e camuflando-a de predadores. Lambendo essas algas, a preguiça consegue ainda obter uma fonte de nutrientes adicional, ao mesmo tempo que a pele também os absorve. As algas são passadas da progenitora para a cria, sendo que cada espécie de algas só pode ser encontrada numa única população de preguiças.

A maioria dos organismos vivos que vivem em simbiose com as preguiças tem vindo a evoluir ao mesmo tempo que elas, durante 20 milhões de anos. A borboleta da preguiça, por exemplo, só deposita os seus ovos nos excrementos deste animal – e de nenhum outro.

Quando os organismos cooperam uns com os outros, todos ganham. Este é um bom ensinamento que este mamífero nos deixa e que pode ser introduzido no ecossistema industrial humano, por exemplo. O lixo de umas espécies pode ser o alimento de outras, ajudando a reduzir o uso de matérias-primas, a poluição e os resíduos.

Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers 

População de África vai duplicar para 2,4 mil milhões até 205

Mäyjo, 18.09.13

População de África vai duplicar para 2,4 mil milhões até 2050

 

A população africana deverá duplicar para mais de 2,4 mil milhões ao longo das próximas décadas, devido à melhoria dos cuidados de saúde e medicamentos, avança um novo estudo. À África Subsaariana – a região mais pobre do mundo – caberá protagonizar o maior crescimento populacional do mundo entre o presente e 2050.

Population Reference Bureau alerta que a explosão demográfica poderá colocar uma enorme pressão sobre os recursos de algumas das áreas mais carentes do mundo. O crescimento projectado assume que o planeamento familiar se tornará mais difundido em regiões onde, por motivos religiosos ou culturais, a contracepção não tem sido amplamente adoptada.

Os 10 países do mundo com maior fertilidade fazem todos parte da África Subsaariana, onde as mulheres têm em média 5,2 filhos – índice que sobe para 7,6 no Níger.

“Quase todo este crescimento acontecerá nos 51 países da África Subsaariana”, afirmou Wendy Baldwin, presidente e CEO da organização. “O rápido crescimento populacional torna difícil para as economias criar empregos suficientes para tirar um grande número de pessoas da pobreza.”

Para além das altas taxas de natalidade, a população da região também é bastante jovem – 43% tem menos de 15 anos. Carl Haub, co-autor do estudo, defende: “Dada a jovem população, o futuro crescimento populacional de África vai depender do grau em que os pais do futuro recorram ao planeamento familiar”.

Os países em desenvolvimento tendem a registar grandes diferenças de rendimento entre ricos e pobres, que estão associadas também a grandes diferenças na fertilidade e na saúde. No Uganda, as mulheres de um quinto das famílias mais pobres têm o dobro dos filhos das mulheres de um quinto das famílias mais ricas. Por sua vez, as crianças das famílias mais pobres estão muito mais propensas a morrer antes de completarem os cinco anos de idade do que as crianças nascidas no seio das famílias mais abastadas.

Foto: Sob licença Creative Commons


in: Green Savers